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Cerrado explode em vida

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Galhos secos e retorcidos, moldados pela aridez da terra e do clima, queimados pelo fogo - natural ou causado - disputam espaço com as mais diversas cores que começam a brotar entre as cinzas, pedras e pedregulhos. Pequenas flores amarelas, vermelhas, rosas e brancas se destacam entre o verde ralo das gramíneas e dos pequenos arbustos esparsos que rebrotam. É o início das chuvas no Cerrado, que floresce e explode em vida. Nos primeiros dias da Primavera, ou do início do período das chuvas nessas paragens do Planalto Central, é sempre assim. O verde e as cores das flores tomam conta da paisagem seca de uma hora pra outra. E foi isso que encontramos na trilha da Cachoeira do Indaiá até o Salto do Itiquira, nos limites do Distrito Federal com Goiás, já avançando no município de Formosa, no dia 27 de outubro de 2018, um belo sábado. Eu, Flávia, Zina, Fred e Virgínia. Eu tinha feito essa trilha pela primeira vez em 1992, com meu amigo professor e sociólogo Gilson Dias F...

BR-319 - 50 anos de atraso no coração da Amazônia

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A BR-319 começou a ser construída em 1968 e exigiu inovação e técnicas de engenharia moderna para se tornar realidade. Hoje, seu abandono representa o atraso e o esforço de reconstrução traz esperança para todos na Amazônia. Classificada como uma estrada pioneira, que deveria ser aperfeiçoada ao longo dos anos, a BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM), era considerada em 1976, ano em que foi inaugurada, a obra rodoviária mais difícil já executada no país e, provavelmente, no mundo. A rodovia foi construída dentro do esforço do governo militar de integrar a Amazônia ao território nacional. Para construir os 877 quilômetros de extensão da rodovia, a Construtora Andrade Gutierrez, contratada pelo governo militar, mobilizou 4,5 mil homens, 300 máquinas e veículos, 60 barcos e sete aviões para transportar materiais e pessoas. Foram investidos US$ 150 milhões na construção da BR-319. A rodovia começou a ser construída em 1968, no governo do presidente Costa e Silva, e ficou...

BR-319 vai estimular a economia da Amazônia

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Quando foi inaugurada, em 1976, a BR-319 foi anunciada como a rodovia da integração da Amazônia e o principal elo rodoviário para estimular o desenvolvimento econômico e social da região. Naquela época, Manaus tinha cerca de 350 mil habitantes e, Porto Velho um pouco mais de 100 mil habitantes. Rondônia já vivia o maior fluxo migratório de colonização do interior do país e, apesar das dificuldades impostas pela floresta, as perspectivas eram animadoras. Hoje, Manaus tem cerca de 2,5 milhões de habitantes, Porto Velho tem 600 mil e Boa Vista tem 300 mil habitantes. Somando a população dos municípios na área de abrangência da BR-319, como Humaitá, Lábrea, Manicoré, Careiro Castanho e Careiro da Várzea, somam-se mais de 4 milhões de pessoas que serão beneficiadas diretamente com a abertura da rodovia. Para quem toca a economia da região, não é apenas um mercado consumidor de 4 milhões que está no caminho da rodovia. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (F...

SAIBA MAIS SOBRE O LICENCIAMENTO AMBIENTAL PARA RECONSTRUÇÃO DA BR-319

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•        A BR-319 começou a ser construída em 1968 e foi inaugurada em 1976, durante o regime militar , dentro do contexto de colonização e integração da Amazônia. •        O abandono da rodovia se deu a partir de 1988 quando foram interrompidos todos os contratos de manutenção da rodovia. Há relatos de que ela foi destruída propositalmente por ordem do governo do Amazonas. •        Em 2005, o governo federal anunciou a intenção de reconstruir a BR-319. •        Em 2007, o presidente Lula ordenou a execução do projeto para reconstrução da rodovia e o Ibama exigiu a realização de Estudo de Impacto Ambiental (Eia/Rima) para o trecho do meião da floresta. •        As obras de reconstrução iniciaram em 21 de novembro de 2008, com duas frentes de trabalho partindo dos extremos da rodovia – Porto Velho e Humaitá. •        Em 12 de fevereiro de 2009 a Universidade Fed...

BR-319 pode ser a primeira estrada-parque da Amazônia

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A retomada das obras de manutenção da BR-319 reacende o sonho da repavimentação do trecho do meião da rodovia, no coração da floresta amazônica, e que está abandonado há quase 30 anos. A discussão agora é sobre a retomada do processo de licenciamento ambiental para a reconstrução da rodovia, que poderá se transformar na primeira estrada-parque da Amazônia. Enquanto para alguns não haveria necessidade de licenciamento ambiental, visto que trata-se da recuperação de uma rodovia já existente, para ambientalistas e representantes dos órgãos ambientais do governo federal, o licenciamento é imprescindível para assegurar a proteção do floresta amazônica e o uso apropriado da rodovia. “É preciso que sejam respondidas todas as questões do termo de referência elaborado especialmente para a reconstrução dessa rodovia, o que está em andamento através de estudos contratados pelo Dnit, sendo que temos alguns impasses relacionados às questões indígenas, de fiscalização e controle das unidades...

Obras de manutenção da BR-319 são retomadas

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As máquinas voltaram a roncar na BR-319. O barulho mais esperado pelos moradores que vivem ao longo da rodovia e pela população dos quatro Estados da Amazônia Ocidental – Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, voltou a ecoar com força no meião da floresta Amazônica. Jornalistas, empresários, produtores rurais, jipeiros e militares desses quatro estados que integravam a caravana que percorreu a BR-319 nesta última semana, ouviram e viram bem de perto o trabalho de manutenção da rodovia, que foi retomado após ser embargado por decisão da 7ª Vara da Justiça Federal do Amazonas, no final de maio. Também ouviram o clamor das pessoas que moram nas margens da rodovia, e de empresários e agricultores que movimentam a economia regional. Depois de percorrerem 877 quilômetros, a partir de Porto Velho, os caravaneiros foram recepcionados no porto de Manuas com manifestações de apoio e expectativa pela recuperação e repavimentação da rodovia. Carregados de histórias de resistência e revolta, m...

Senado aprova recursos para reconstrução da BR-319

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As comissões temáticas do Senado aprovaram, nesta quarta-feira (5), emendas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2018. Uma dessas emendas foi apresentada pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO) e prevê a destinação de recursos para as obras de reconstrução da BR-319, que liga Manaus (AM) à capital de Rondônia, Porto Velho. O senador Acir Gurgacz considera que, apesar de parecer uma questão regional, a obra de recuperação da BR-319 é estratégica para o país. A BR-319 garantirá a ligação rodoviária de Manaus (AM) e de Boa Vista, capital de Roraima, a Rondônia e ao restante do país. Outra emenda apresentada por Gurgacz prevê recursos para melhorar a infraestrutura de 20 aeroportos regionais, entre eles o de Ji-Paraná (RO). “Esse é um importante passo dado para a retomada de investimentos em infraestrutura no Brasil e conseguimos incluir obras importantes para Rondônia e toda a Amazônia”, frisou Acir. Senador Acir Gurgacz, que participou de duas diligências pe...

Caravana de jornalistas vai percorrer BR-319

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Jornalistas, empresários, jipeiros e representantes de instituições comerciais e industriais de Rondônia vão percorrer, a partir desta terça-feira, 11, os 877 quilômetros da BR-319, de Porto Velho (RO) a Manaus (AM). Concentração dos jornalistas no pátio da Rede Amazônica, em Porto Velho O objetivo da caravana, segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Rádio e TV de Rondônia (Sertero) e diretor da Rede Amazônica de Televisão, Antônio Campanari, é integrar os meios de comunicação do Estado, através dos jornalistas, para mostrar o potencial social e econômico da rodovia, com foco nas comunidades situadas ao longo da estrada e nas possibilidades de transporte de pessoas e produtos pela BR-319. Soldados do Exército acompanharão a caravana até Manaus. As paradas para descanso e comunicação com as comunidades serão feitas em Humaitá (AM), Realidade e Castanho. Além do Exército, dos jipeiros e motoqueiros, a caravana terá o apoio na área de saúde e segurança. “Todos os veícul...

Almir Suruí recebe o título de Doutor Honoris Causa em Rondônia

A Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) concedeu nesta última sexta-feira, 8, o título de Doutor Honoris Causa ao líder indígena Almir Narayamoga Suruí, 38 anos. Almir é o líder do povo indígena Suruí que habita a Terra Indígena Sete de Setembro, situada na região de Cacoal-RO. A população é de aproximadamente 1.400 índios, que se autodominam Paiter Suruí, que quer dizer “gente de verdade”. Em 2011, o cacique Almir Suruí foi eleito um dos 100 homens mais criativos do planeta pela revista Fast Company, pelo inesperado recursos que conseguiu para ajudar a manter o modo de vida tradicional de seu povo, por meio de parceria com o Google e outras grandes empresas e instituições internacionais. Sua parceria com o Google, que começou em 2007, permitiu que sua tribo criasse um mapa cultural online reunindo histórias e lendas do povo Surui contada pelos mais velhos, filmadas e publicadas no YouTube, assim como um mapa geográfico de seu território criado c...

No embalo da #Rede Sustentabilidade

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A ação social em rede é uma coisa tão antiga e tão atual quanto o tempo, que está sempre a nos ditar o ritmo das coisas. Neste sentido, não há uma grande novidade na proposta de criação de um novo partido com organização em rede, como o #REDE, ou Rede e Sustentabilidade, como está sendo chamado o novo movimento liderado pela acreana Marina Silva, ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula. A novidade, talvez, seja a concepção de um partido voltado à atuação via internet, a rede mundial de computadores. Mas isso também não é lá mais uma novidade. Exclusão digital A estratégia em rede e o uso da internet em campanha eleitoral, por sinal, deu muito certo nos Estados Unidos, nas duas eleições do presidente Barack Obama, em 2008 e 2012. A diferença é que ele não precisou criar nenhum partido, usou a megaestrutura consolidada em anos de história do tradicional partido democrata, e teve ao seu favor uma população conectada e que sabe usar as ferramentas de participação...

Yoani Sánchez, Wendy Guerra e a intolerância

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A passagem da jornalista e blogueira cubana Yoani Sánchez pelo Brasil me trouxe à memória algumas lembranças. A mais marcante foi uma discussão travada com a jornalista Letícia Navarro, em junho de 2010, na redação do Diário da Amazônia. Na ocasião, editava uma matéria que colocava lado a lado Yoani Sánchez e Wendy Guerra, uma espécie de Xuxa dos cubanos, que também foi excomungada pelo regime de Fidel e Raul Castro, por ter posado nua e lançado um livro com textos de seu diário íntimo. A proposta de Letícia era apenas expor as duas personalidades, com suas histórias e produção literária, para que o leitor pudesse tirar suas conclusões. Preconceitos Ao editar a matéria, fui logo incluindo o cenário de produção cultural das duas, alguns elementos do contexto histórico da ilha, a revolução, o embargo norte-americano e apontando alguns elementos que pudessem facilitar a vida do leitor em saber os motivos pelos quais Wendy tinha conseguido o passaporte e a liberação do regime par...

Entrevista com Ivaneide Bandeira, da Kanindé

No bate-papo com a Ivaneide Bandeira, da Kanindé – Associação de Defesa Etnoambiental, temas como os corredores etnoambientais na Amazônia, economia verde, resultados da Rio+20, os dilemas do movimento socioambiental. Confira!

Entrevista com Almir Surui, cacique do povo Surui - Rondônia

O Estado de Rondônia levou a diversidade e sua política ambiental para apresentar na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O estande de Rondônia no Espaço Amazônia Brasileira chamou a atenção dos visitantes, com o pescador, os painéis ilustrando as ações do governo e a presença de lideranças indígenas e comunitárias que falaram sobre o trabalho de inclusão social e proteção ambiental. Foi neste espaço que reencontrei o Almir Surui, líder do povo Suruí, do Sul de Rondônia. Conversamos bastante e gravei uma entrevista para o blog, com ele e com a Ivaneide Bandeira, da Kanindé.

O futuro que queremos nós mesmos temos que fazer

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Saímos da Rio+20 com a certeza de que a agenda do desenvolvimento sustentável, que pressupõe o crescimento econômico via economia verde, com erradicação da pobreza, inclusão social e cuidados ambientais, está longe ser um compromisso sério a ser assumido pelos países membros da ONU. As nações se fecharam em seus umbigos, os países mais ricos não quiseram colocar a mão no bolso e a idéia de uma governança global para o desenvolvimento sustentável perdeu força, pelo menos por enquanto. O ativismo ambiental também não é mais o mesmo. Na Cúpula dos Povos e nas ruas do Rio nestes dias de conferência, movimentos sociais de outras cores e bandeiras chamaram muito mais a atenção do que os verdes ambientalistas. Professores em greve, índios, povos das montanhas, pescadores, agricultores familiares, sem terras, mulheres, gays e jovens com muitas ideias e os novos movimentos sociais aproveitaram a exposição midiática do evento para mostrar sua mensagem ao mundo. Um grupo de ONGs que lutam ...