O futuro que queremos nós mesmos temos que fazer
Saímos da Rio+20 com a certeza de que a agenda do desenvolvimento sustentável, que pressupõe o crescimento econômico via economia verde, com erradicação da pobreza, inclusão social e cuidados ambientais, está longe ser um compromisso sério a ser assumido pelos países membros da ONU. As nações se fecharam em seus umbigos, os países mais ricos não quiseram colocar a mão no bolso e a idéia de uma governança global para o desenvolvimento sustentável perdeu força, pelo menos por enquanto. O ativismo ambiental também não é mais o mesmo. Na Cúpula dos Povos e nas ruas do Rio nestes dias de conferência, movimentos sociais de outras cores e bandeiras chamaram muito mais a atenção do que os verdes ambientalistas. Professores em greve, índios, povos das montanhas, pescadores, agricultores familiares, sem terras, mulheres, gays e jovens com muitas ideias e os novos movimentos sociais aproveitaram a exposição midiática do evento para mostrar sua mensagem ao mundo. Um grupo de ONGs que lutam ...