Tradição e fé nas águas do rio Madeira
Uma parte da procissão é feita em embarcações pelas águas do rio Madeira e outra por terra, onde centenas de fiéis sequiram a imagem da santa carregada por pescadores em um canoa que servia de altar. Um grupo de pescadores simulou o resgate da imagem de Nossa Senhora Aparecida no encontro das águas do rio Jamari com o rio Madeira e se dirigiu para a comunidade em barcos, rabetas e canoas soltando fogos de artifício anunciando a boa nova, acompanhados da terra pelo séquito em caminhada para a igreja, onde uma missa foi celebrada por uma ministra da Eucaristia.
Entre cantos religiosos, apresentações liturgicas e muito foguetório, os fiéis fazem pedidos para a santa ou pagam promessas de graças alcançadas. Após a missa campal, crianças da escola da comunidade encenaram a coroação de Nossa Senhora e em seguida os fiéis foram liberados para a festa no arraial, onde as principais atrações eram as comidas típicas, bingo e a apresentação de uma banda de forró.
Tradição
A procissão é uma tradição que iniciou na década de 30, quando era erguida a Igreja de Nossa Senhora Aparecida na comunidade, inaugurada em 7 de setembro de 1942. O distrito de São Carlos, que já se chamou São João do Crato e depois Santo Antônio, foi oficializado em setembro de 1985, mas os pioneiros chegaram por lá ainda na época do Brasil colônia, conta o administrador Antônio Sávio dos Santos, o popular Xaxá, que se orgulha em dizer que hoje tem mais de 3.350 moradores em seu distrito.
O distrito surgiu antes mesmo de Porto Velho. Segundo o professor e historiador Abnael Machado de Lima, o distrito de São Carlos é o povoamento mais antigo de Rondônia. Foi fundada em 1723 pelo padre jesuíta João Sam Payo, com a denominação de Missão de Santo Antônio do Alto Madeira.
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