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Entrevista com Almir Surui, cacique do povo Surui - Rondônia

O Estado de Rondônia levou a diversidade e sua política ambiental para apresentar na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O estande de Rondônia no Espaço Amazônia Brasileira chamou a atenção dos visitantes, com o pescador, os painéis ilustrando as ações do governo e a presença de lideranças indígenas e comunitárias que falaram sobre o trabalho de inclusão social e proteção ambiental. Foi neste espaço que reencontrei o Almir Surui, líder do povo Suruí, do Sul de Rondônia. Conversamos bastante e gravei uma entrevista para o blog, com ele e com a Ivaneide Bandeira, da Kanindé.

O futuro que queremos nós mesmos temos que fazer

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Saímos da Rio+20 com a certeza de que a agenda do desenvolvimento sustentável, que pressupõe o crescimento econômico via economia verde, com erradicação da pobreza, inclusão social e cuidados ambientais, está longe ser um compromisso sério a ser assumido pelos países membros da ONU. As nações se fecharam em seus umbigos, os países mais ricos não quiseram colocar a mão no bolso e a idéia de uma governança global para o desenvolvimento sustentável perdeu força, pelo menos por enquanto. O ativismo ambiental também não é mais o mesmo. Na Cúpula dos Povos e nas ruas do Rio nestes dias de conferência, movimentos sociais de outras cores e bandeiras chamaram muito mais a atenção do que os verdes ambientalistas. Professores em greve, índios, povos das montanhas, pescadores, agricultores familiares, sem terras, mulheres, gays e jovens com muitas ideias e os novos movimentos sociais aproveitaram a exposição midiática do evento para mostrar sua mensagem ao mundo. Um grupo de ONGs que lutam ...

25 anos da Academia de Letras de Rondônia

Sustentabilidade

Três eventos que tratam da importância das conexões sociais e ambientais movimentam Porto Velho. Na semana passada, o 1º Fórum Ambiental de Gestão de Recursos Hídricos, promovido pela Sedam, serviu para mostrar que o governo do Estado de Rondônia não fez nada para promover a gestão da água de forma descentralizada e participativa, como preconiza a Lei 9.433/97. Rondônia é um estado eminentemente hídrico, mas não tem uma política pública ou uma ação efetiva do Estado para a promoção da gestão do uso múltiplo da água. A legislação estadual precisa ser regulamentada para estar em sintonia com a nacional (9.433/97), e por isso não existe uma política e um sistema de gerenciamento de recursos hídricos. O fórum serviu para mostrar a falta de vontade política do atual governo. Espera-se que o governador eleito, Confúcio Moura, enxergue a necessidade de se promover a gestão da água para organizar todos os usos e proteger os rios e todas as fontes de água dos abusos do livre acesso. O 8º Seminá...

Amazônia em chamas

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Estou sufocado no meio da Amazônia em chamas! Está difícil respirar por estes dias de agosto. As queimadas aumentaram gradativamente nos meses de junho, julho e atingiram um pico agora em agosto, com mais de 5.346 focos de calor registrados pelo Inpe nestes primeiros 16 dias do mês. A quantidade de monóxido de carbono no ar está 20 vezes acima nos níveis aceitáveis pela OMS. Estamos literalmente respirando fumaça. Estou com irritação na garganta, no nariz, crise de bronquite, e uma dor de cabeça constante de cheirar e respirar fumaça. Está insuportável. E não fazem seis meses que o governo brasileiro assumiu o compromisso voluntário na Conferência do Clima de Copenhague em reduzir as emissões nacionais de gases causadores do efeito estufa em 36,1% a 38,9% até 2020 em relação ao que poluiria se nada fosse feito. Isso significa que, calculada a tendência de emissão de dióxido de carbono e outros similares na próxima década, o Brasil vai tentaria contê-la, adotando ações para que o tamanh...

Agência Senado - 01/12/2009 - Proprietário rural poderá ser compensado por preservar matas

Agência Senado - 01/12/2009 - Proprietário rural poderá ser compensado por preservar matas

Inpa promove curso de recursos hídricos em Humaitá

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Como parte de um projeto desenvolvido desde 2008, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) promove em Humaitá (município distante 590 quilômetros de Manaus) o curso de “Capacitação de Recursos Hídricos em Regiões Hidrográficas do Estado do Amazonas”. O evento acontece de 16 a 20 de novembro e destina-se à região hidrográfica do Rio Madeira, que inclui seis municípios: Apuí, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte. Além disso, estão como convidados, profissionais de Lábrea e de Porto Velho. De acordo com o coordenador do curso e pesquisador do Inpa, Sérgio Bringel, o objetivo do evento é capacitar profissionais envolvidos com gestão e conservação de recursos hídricos, que atuam junto aos comitês de bacias, órgãos municipais e estaduais, organizações da sociedade civil e regiões hidrográficas do Estado do Amazonas. “As pessoas que participam serão formadas para agir como disseminadores de conhecimento do uso racional de recursos hídricos”. De acordo com...